segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Reflexões

Estava sentado remoendo os pensamentos, e refletindo no que realmente faz a gente feliz, o que realmente importa. E lembrei desse comercial do Grupo Pão de Açucar, que tempos atrás um amigo meu me mostrou e por ter me encantado e também feito refletir, estou postando-o e pedindo que cada um pense nisso.

Será que são coisas materiais inanimadas que nos fazem feliz, ou nossos sentimentos e as pessoas que nos cercam é que trazem a felicidade para as nossas vidas.

Fica então o vídeo e o texto maravilhoso e inpirado do Sr. Arnaldo Antunes, para que possa ser feita a reflexão.

Bom Final de Semana.

Vídeo – “O Que Faz Você Feliz”


A lua, a praia, o mar
A rua, a saia, amar…
Um doce, uma dança, um beijo
Ou é a goiabada com queijo?

Afinal, o que faz você feliz?

Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde,
Arroz com feijão, matar a saudade…
O aumento, a casa, o carro que você sempre quis
Ou são os sonhos que te fazem feliz?

Um filme, um dia, uma semana,
Um bem, um biquíni, a grama…
Dormir na rede, matar a sede, ler…
Ou viver um romance?

O que faz você feliz?

Um lápis, uma letra, uma conversa boa
Um cafuné, café com leite, rir à toa,
Um pássaro, ser dono do seu nariz…
Ou será um choro que te faz feliz?

A causa, a pausa, o sorvete,
Sentir o vento, esquecer o tempo
O sal, o sol, um som
O ar, a pessoa ou o lugar?

Agora me diz: O que faz você feliz?

(Arnaldo Antunes)



segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O Segredo – “A Reflexão”





Outra noite se termina pras bandas da província e mais uma vez me encontro sem sono, e sentado em frente ao computador, tentando colocar algumas palavras no papel.
Depois de ter olhado o documentário de “Auto-Ajuda”, O Segredo (The Secret), fiquei pensando em cada frase, em cada palavra que o tal documentário – filme – reproduz, a Lei da Atração, o Pensamento Positivo, o poder de ter e conseguir tudo que desejamos e acreditamos, pensando se realmente é possível fazer com que o universo se torne um catálogo de coisas maravilhosas e se realmente o poder da mente, poder de ter auto-estima e de ser positivo, podem tornar nossos sonhos, realidade, e que possamos vislumbrar cada um de nossos desejos.

Se realmente isso é possível?
Eu não sou o mais indicado a dizer, não sou o mais positivista, mas também não sou um seguidor de Murphy, que em sua tese tudo tende a dar errado, ou sair de uma maneira que não desejamos. Mas não custa nada mudar um pouco nossa vida e o modo que a vemos para tentar fazer com que as coisas aconteçam e venham a calhar no nosso dia-a-dia.

Daqui pra frente vou procurar mudar, e ao invés de falar de tristezas falarei somente das alegrias, e ao invés de falar que não poderei conseguir, falarei apenas que posso, e que vou consegui.
Também não chegarei a ponto de ser hipócrita o bastante, para não reconhecer que eu falhei, que eu não cumpri com meu objetivo, mas pelo menos eu vou poder dizer que eu tentei, que eu tentei fazer com que meus sonhos se tornassem realidade, não ficarei mais sentado esperando que as coisas venham até mim, levantarei-me e procurarei fazer tudo, com muita determinação.

Esse é o meu modo de ver e entender O Segredo, e meu modo de lidar com a minha vida.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Reflexões de uma Crônica

Final de Semana chegando com ar meio nebuloso na região da Campanha da Província.

Mais uma vez Luis Fernando Veríssimo fazendo parte do meu blog, e tenho a maior honra de dizer que os textos dele me inspiram a escrever.
A crõnica que escolhi para refletir chama-se "Origem Feminina", é meio grande, mas vale a pena ler. Concordo em gênero e número com o texto, inclusive vou me engajar na pesquisa para saber de onde vieram as mulheres e saber o que elas querem de verdade, se é que isso é possíve de descobrir.


Nós, homens somos tão frágeis frente a uma mulher que de vezz enquando - quase sempre - acabamos nos entregando aos seus charmes, aos seus cheiros aos seus olhares, etc, sempre caímos nas garras de alguma mulher, e com isso acabamos, muitas vezes, vivendo em torno das mulheres, e não paramos de pensar nelas, e de querê-las e desejá-las, mas só as têm quem realmente as compreende, e isso é meramente impossível.

Mulheres, deêm uma chance aos pobres mortais iguais a nós (homens), para descobrirmos seus segredos, ou pelo menos tentar descobrir, ou então terminaremos nosso dias solitários.

Termino aqui meu texto, e se tiverem paciência, leiam a crônica, é meio grande, mas garanto que vale a pena, e tenho certeza que muitos irão concordar com o Veríssimo.

ORIGEM FEMININA


Existem várias lendas sobre a origem da Mulher.

Uma diz que Deus pôs o primeiro homem a dormir, inaugurando assim a anestesia geral, tirou uma de suas costelas e com ela fez a primeira mulher.
E que a primeira provação de Eva foi cuidar de Adão e agüentar o seu mau humor, enquanto ele convalescia da operação.

Uma variante desta lenda diz que Deus, com seu prazo para a Criação estourado, fez o homem às pressas, pensando “Depois eu melhoro”, e mais tarde, com tempo, fez um homem mais bem-acabado, que chamou Mulher, que é “melhor” em aramaico.

Outra lenda diz que Deus fez a mulher primeiro, e caprichou nas suas formas, e aparou aqui e tirou dali, e com o que sobrou fez o homem só para não jogar barro fora.
Zeus teria arrancado a mulher de sua própria cabeça.

Alguns povos nórdicos cultivam o mito da Grande Ursa Olga, origem de todas as mulheres do mundo, o que explica o fato das mulheres se enrolarem periodicamente em pêlos de animais, cedendo a um incontrolável impulso atávico, nem que seja só para experimentar, na loja, e depois quase desmaiar com o preço.

Em certas tribos nômades do Meio Oriente ainda se acredita que a mulher foi, originariamente, um camelo, que na ânsia de servir seu mestre de todas as maneiras foi se transformando até adquirir sua forma atual.

No Extremo Oriente existe a lenda de que as mulheres caem do céu, já de kimono.
E em certas partes do Ocidente persiste a crença de que mulher se compra através dos classificados, podendo-se escolher idade, cor da pele e tipo de massagem.

Todas estas lendas, claro, têm pouco a ver com a verdade científica. Hoje se sabe que o Homem é o produto de um processo evolutivo que começou com a primeira ameba a sair do mar primevo, e é o descendente direto de uma linha específica de primatas, tendo passado por várias fases até atingir o seu estágio atual e aí encontrar a Mulher, que ninguém ainda sabe de onde veio.
É certamente ridículo pensar que as mulheres também descendem de macacos. A minha mãe, não!

Uma das teses mais aceitáveis sobre o papel da mulher na evolução do homem é a de que o primeiro encontro entre os dois se deu no período paleolítico, quando um homo-sapiens mas não muito, chamado, possivelmente, Ugh, saiu para caçar e avistou, sentado numa pedra, penteando os cabelos, um ser que lhe provocou o seguinte pensamento, em linguagem de hoje:

”Isso é que é mulher e não aquilo que tenho na caverna”.

Ugh aproximou-se da mulher e, naquele seu jeitão, deu a entender que queria procriar com ela.
”Agh maakgrom grom”, ou coisa parecida. A mulher olhou-o de cima a baixo e desatou a rir.
É preciso lembrar que Ugh, embora fosse até bem apessoado pelos padrões da época, era pouco mais do que um animal aos olhos da mulher. Tinha a testa estreita e as mandíbulas pronunciadas e usava gordura de mamute nos cabelos.
A mulher disse alguma coisa como “Você não se enxerga, não?” e afastou-se, enojada, deixando Ugh desolado. Antes dela desaparecer por completo, Ugh ainda gritou: “Espera uns 10 mil anos pra você ver!”, e de volta à caverna exortou seus companheiros a aprimorarem o processo evolutivo.

Desde então, o objetivo da evolução do homem foi o de proporcionar um par à altura para a mulher, para que, vendo o casal, ninguém dissesse que ela só saía com ele pelo dinheiro, ou para espantar assaltantes.
Se não fosse por aquele encontro fortuito em alguma planície do mundo primitivo, o homem ainda seria o mesmo troglodita desleixado e sem ambição, interessado apenas em caçar e catar seus piolhos, e um fracasso social.

Mas de onde veio a primeira mulher, já que podemos descartar tanto a evolução quanto as fantasias religiosas e mitológicas sobre a criação?

Inclino-me para a tese da origem extraterrena. A mulher viria (isto é pura especulação, claro) de outro planeta.
Venho observando-as durante anos - inclusive casei com uma, para poder estudá-las mais de perto - e julgo ter colecionado provas irrefutáveis de que elas não são deste mundo. Observei que elas não têm os mesmos instintos que nós, e volta e meia são surpreendidas em devaneio, como que captando ordens de outra galáxia, embora disfarcem e digam que só estavam pensando no jantar. Têm uma lógica completamente diferente da nossa. Ultimamente têm tentado dissimular sua peculiaridade, assumindo atitudes masculinas e fazendo coisas - como dirigir grandes empresas e xingar a mãe do motorista ao lado - impensáveis há alguns anos, o que só aumenta a suspeita de que se trata de uma estratégia para camuflar nossas diferenças, que estavam começando a dar na vista.

Quando comentamos o fato, nos acusam de ser machistas, presos a preconceitos e incapazes de reconhecer seus direitos, ou então roçam a nossa nuca com o nariz, dizendo coisas como “ioink, ioink” que nos deixam arrepiados e sem argumentos.
Claramente combinaram isto. Estão sempre combinando maneiras novas de impedir que se descubra que são alienígenas e têm desígnios próprios para a nossa terra.
É o que fazem, quando vão, todas juntas, ao banheiro, sabendo que não podemos ir atrás para ouvir.

Muitas vezes, mesmo na nossa presença, falam uma linguagem incompreensível que só elas entendem, obviamente um código para transmitir instruções do Planeta Mãe.
E têm seus golpes baixos. Seus truques covardes. Seus olhos laser, claros ou profundamente escuros, suas bocas.
Meu Deus, algumas até sardas no nariz. Seus seios, aqueles mísseis inteligentes. Aquela curva suave da coxa, quando está chegando no quadril, e a Convenção de Genebra não vê isso!
E as armas químicas - perfumes, loções, cremes. São de uma civilização superior, o que podem nossos tacapes contra os seus exércitos de encantos?

Breve dominarão o mundo. Breve saberemos o que elas querem. Se depois de sair este artigo, eu for encontrado morto com sinais de ter sido carinhosamente asfixiado, como um sorriso, minha tese está certa. Se nada me acontecer, sinal de que a tese está certa, mas elas não temem mais o desmascaramento.

O que elas querem, afinal?

Se a mulher realmente veio ao mundo para inspirar o homem a melhorar e ser digno dela, pode ter chegado à conclusão de que falhou, que este velho guerreiro nunca tomará jeito. Continuaremos a ser mulheres com defeito, uma experiência menor num planeta inferior. O que sugere a possibilidade de que, assim como veio, a mulher está pronta a partir, desiludida conosco.
E se for isso que elas conspiram nos banheiros? A retirada? Seríamos abandonados à nossa própria estupidez. Elas levariam as suas filhas e nos deixariam com caras de Ugh.
Posso ver o fim da nossa espécie. Nossos melhores cientistas abandonando tudo e se dedicando a intermináveis testes com a costela, depois de desistir da mulher sintética. Tentando recriar a mágica da criação.

Uma mulher, qualquer mulher, de qualquer jeito! Prometemos que desta vez não as decepcionaremos! Uma mulher! Como é que se faz uma mulher?

Luís Fernando Veríssimo

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Retificando

No dia do Amigo, comemorado semana passada, meu chefe leu uma mensagem, que achei muito linda, a mensagem era entitulada "Amigos" de Vinícius de Moraes. Depois disso comecei a repassá-la a meus amigos, por ter gostado da mensagem e por ver que ela transmite carinho e afeto aquelas pessoas que estão juntos e longe de nós.

Neste sabado enquanto lia um livro do Paulo Sant'ana, li uma crônica entitulada "Plágio Póstumo", onde o mesmo falava desse tal texto de Vinícius de Moraes, que teria recebido um e-mail de um amigo no dia do seu aniversário e quando tocou os olhos no poema perceberá que o texto na verdade não de Vinícius de Moraes e sim dele próprio (Paulo Sant'ana) que escreverá em sua coluna da Zero Hora, e fazia parte de um de seus livros.

Aqui no meu Blog, quero retificar meu erro, pois enviei o texto a vários amigos, e coloquei como autor Vinícius de Moraes.Mas o importante mesmo não seria o autor, mas sim prestar justa homenagem a quem realmente teve o bilhantismo e a inspiração de fazer tal obra.


Meus secretos amigos
Por Paulo Sant'ana


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos! Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Essa mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles!

Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação dos meus amigos, mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não o declare e não os procure.

Às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles e me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamento sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos!!!

A gente não faz amigos, reconhece-os!

A vida como ela é

Inspirado no título de uma famosa série da TV brasileira, que trazia contos do escritor Nelson Rodrigues e contava um pouco da vida das pessoas, seus problemas, seus amores, seus conflitos.

Assim começo a reescrever em meu Blog, refletindo que o mundo é um lugar onde cada pessoa é um ser único tendo seu jeito diferente de ser idependente de raça, cor ou credo. Mesmo assim somos aproximados de pessoas especiais, por algum motivo mais do que especial acabamos juntados e como diria Cazuza temos nossos destinos traçados na maternidade, e de lá quando saímos é só uma questão de tempo até nos aproximarmos e seguirmos um destino único onde caminhamos lado a lado, construimos sonhos e alcançamos objetivos juntos e sempre que olhamos para o lado vemos nossos amigos - verdadeiros, nos dando apoio a cada degrau que subimos, descobrimos que alguns não são tão amigos quanto pensamos, mas nos acostumamos com os "tombos" que levamos desses falsos amigos.

Mas nos acostumamos mais ainda com os amigos verdadeiros, aqueles que na hora difícil estão ali do lado nos dando apoio nos fazendo refletir da vida e de nossas decisões, e na hora boa estão outra vez conosco comemorando (pode até ser bebendo) cada conquista como se fosse uma conquista deles próprios.

Neste dia do amigo, faço uma homenagem a todos os meus verdadeiros amigo(a)s, aqueles que longe ou perto estão sempre dentro do coração, não quero nomina-los pois poderia estar cometendo alguns equivocos e acabarei esquecendo, mas fiquem sabendo que dos amigos verdadeiros, desses eu nunca esquecerei.

Meus Amigos, obrigado por vocês existirem.
Alegrete, 20 de julho de 2007.
Dia do Amigo

terça-feira, 26 de junho de 2007

Mesa de Bar

As conversas com os amigos são sempre agradáveis, ainda mais quando ocorrem em uma mesa de bar, entre uma cerveja e outra, falamos sobre tudo, da vida profissional, da vida alheia (não que eu concorde com esse assunto), de futebol, e principalmente de paixões e amores.
Essa conversa torna-se quase que uma confissão, mas ao invés de confessionário temos a mesa, ao invés do padre temos um ou vários amigos, e ao invés de penitências temos os conselhos.

Às vezes certas conversas podem nos assustar, pois nem sempre o assunto é bem vindo, os quais envolvem muito mais gente dos que as que estão sentadas ao redor da mesa, e de vez em quando descobrimos coisas que gostaríamos de nunca ter descoberto e nem ter tomado conhecimento sobre o fato, também achamos que conhecemos muito bem as pessoas e em meio a certos assuntos acabamos quebrando a cara e batendo de frente com a verdade, percebemos então que não temos a exata noção do que elas são ou podem ser.

Mas deixemos os assuntos ruins de lado, até por que não temos o poder de julgar as pessoas pelos seus atos, mesmo que fiquemos indignados com os assuntos ruins mencionados, e mesmo quando as pessoas tomam atitudes que nos fazem refletir se realmente as conhecemos, não podemos nos interferir.

Os melhores assuntos vêm mesmo quando depois de varias cerveja ou taças de vinho e já meio sem noção do que possa se tornar ridículo ou estranho, é quando se abre o coração e os sentimentos mais dissimulados emergem sobre a mesa do bar, o homem torna-se mais sentimental e então começa a derramar suas mágoas.

É ai que começamos a falar sobre paixões, desilusões e sonhos, literalmente abrimos nosso pensamento e compartilhamos todas nossas emoções com os amigos verdadeiros e eternos companheiros de bar.

Aparecem também em meio ao embaralho de palavras – promovido pelo álcool – aqueles sentimentos guardados a sete chaves, que pensávamos nunca revelar a ninguém, a não ser que fosse à pessoa pela qual sentimos, tais sentimentos tornam-se públicos, e então nos encorajamos, ficamos capazes de enfrentar a tudo e a todos e sofrer todas as conseqüências para ir atrás do seu grande amor, falamos em declarações, que correr atrás deste sonho, deste objetivo, e que não importe o quão difícil seja os obstáculos encontrados pelo caminho superaremos todos, tudo por um certo sentimento – o Amor.

Mas...

No dia seguinte acordamos, em meio ao nosso quarto, com uma imensa dor de cabeça que mesmo com todos os remédios que existem não conseguiríamos saná-la, então começamos a pensar, e tentar puxar da vaga memória pedaços e resquícios da noite passada, e como se fosse um quebra-cabeça lembramos de tudo (ou quase tudo) do que aconteceu, algumas lacunas ficam e só são preenchidas mais tarde quando reencontramos os amigos.

Depois de passada a maldita dor de cabeça – mais uma vez causada pelo excesso de álcool – percebemos que não somos mais os mesmos que levantou horas atrás de uma mesa de bar, já não somos mais tão corajosos para fazer loucuras de amor como dissera e que todos nossos sonhos, que pensávamos estar ao nosso total alcance, estão, na verdade, cada vez mais distantes.

Concluímos que a pessoa amada está seguindo seu caminho e que você não irá fazer nada do que tinha falado para impedir que ela siga sem sua presença e de nada adiantou tantos sonhos, sonhados junto dos seus amigos, e mesmo sabendo que a pessoa amada poderá estar pegando o rumo do incerto não terá a coragem para fazer tudo que dissera na mesa do bar.

Tu verás teus amigos novamente, horas mais tarde depois de ter refletido, e só então conseguirá preencher as lacunas que ficaram em tua memória – novamente promovido pelo excesso de álcool – mas mesmo assim os assuntos que foram colocados em pauta na noite não serão mais discutidos.

Porém tu descobrirás que por mais que tenha chegado em casa com tranqüilidade, mesmo depois de trançar vários caminhos, tu que estava bêbado e muita coisa não sabia que tinha feito, seus amigos te contarão o que fizeste, perceberás que promevera fatos que não deveria fazer, pois já prometerá que nunca mais iria procurar, mas mesmo assim depois do álcool tomar conta, fica difícil de cumprir tal promessa – sei que o excesso de álcool não é desculpa – mas é que depois da melancolia da conversa proferida no bar, das decepções virem a tona e das boas recordações, não controlamos nosso corpo nem nossa mente, muito menos nossa vontade.

Mesmo depois de uma noite cheia de sentimentos e revelações, retornaremos ao curso normal da vida, sem fazer nada para que a mesma mude, para que no próximo final de semana, em mais um encontro com os amigos no bar, tu não estejas mais sozinho, e sim com a pessoa com a qual você realmente deseja.

Mas se voltar a acontecer somente com os amigos, que seja realmente bom e proveitoso, e que essas amizades e esses encontros nunca terminem mesmo depois de todos terem cumprido seu rumo e terem realizado seus sonhos, como sempre vai ser, pois não importa o que aconteça, sejamos felizes todos, sempre, mas nunca esqueçamos dessa época mágica.


É assim que vejo minha vida: Junto à mesa de um bar. Pois quem não bebe não tem história.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Mais um Final de Semana

Mais uma semana se finda aqui pela campanha, e como os outros que já se passaram começa com um ar que embaça a visão de properidade e de sucesso.
Bom, mas vamos tocando pra frente sem muito mistério, vamos fazendo o que somos capazes, e faremos o possível para tornarmos esse final de semana, se não especial, pelo menos divertido.

Pensando na programação de final de semana da provincia, pensei e logo refleti que nada de interessante acontecerá, a menos que eu interfira fazendo as festas tornarem-se mais "produtivas", entre um pagode e outro sertanejo, os corações balançam e com isso poderemos fazer com que o final de semana monótono torne-se muiiito interessante.

Entre uma festa e outra estaremos frente a pessoas com as quais convivemos diariamente, e outras totalmente desconhecidas, mas que poderão nos apresentar um mundo diferente, e aquele ser bitolado que vive num só circulo de amizade, poderá então descobrir pessoas muito interessante .

Espero então que este final de semana possa render muitos frutos, que serão colhidos daqui para a frente.

Bola pra frente, pois lembre-se que até um pé na bunda te leva pra frente.